Diferença entre prescritor de "medicamentos homeopáticos" e Médico Homeopata
Não confunda prescritor de "medicamento homeopático" com médico homeopata. Essa diferença é a mesma que existe entre matar a fome e alimentar-se. Podemos matar a fome comendo um pedaço de bolo de fubá com um generoso copo de refrigerante bem gasoso, imagine como isso pode te estufar e gerar uma sensação de saciedade, ekat!!. Alimentar obviamente é outra coisa, avaliamos a qualidade dos alimentos, a combinação entre eles, o valor nutritivo dentro da necessidade do momento do indivíduo. É claro que isso não acontece apenas com a Homeopatia, mas sinto a necessidade deste alerta. É cada vez maior o número de pessoas, que por ter um diploma de médico, se sentem no direito de prescrever medicamentos ditos homeopáticos e sair por aí se achando especialistas no assunto. Regra básica para a diferenciação, na medicina homeopática NÃO EXISTE MEDICAMENTO PARA A DOENÇA mas para o INDIVÍDUO DOENTE, isto acontece porque estimulamos o indivíduo para que todo seu potencial de defesa atue contra seus males, não tentamos dar substâncias que mal conhecemos para organismos que não sabemos como reagirão para tentar equilibrar um sistema que conhecemos precariamente. Para exercer esta forma terapêutica, o médico precisa saber como a doença se apresenta no indivíduo em questão, ou seja, INDIVIDUALIZAR o processo, modalizá-lo, por ex.: no caso de uma sinusite, existe dor? Como é esta dor? Dor tipo pressão? Latejante? Esta dor é mais de um lado que de outro? febre? Esta febre produz sede ou não? esta sede é de grandes quantidades de agua ou apenas molhar a boca? Suor? Vermelhidão ou palidez facial? Este quadro o deixou emotivo, raivoso ou apenas recolhido em seus pensamentos? Este problema ocorreu após uma mudança de clima e /ou se isso coincide com alguma questão emocional. Enfim INDIVIDUALIZAR todo quadro. Portanto, não é possível que apenas conhecendo o nome da doença alguém possa administrar um medicamento e chamá-lo de HOMEOPÁTICO (SEMELHANTE) ao caso. Além disso, é fundamental para a homeopatia clássica observar todo o sistema, respeitando a lei de cura de Hering já descrita no blog, mas resumidamente: o sistema se auto preserva, trocando processos do mental para o físico(quando falamos em somatisar, para não pirar), do orgão de maior importância para o menos importante e de dentro para fora. Desculpe mas se o seu médico homeopata não tem essa visão, é melhor você apurar a sua.
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 09h09
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Medicamentos "Bãopatudo"
Email-resposta para uma estudante de medicina, quanto ao uso de medicamentos. Minha adorável futura Doutora, vou aproveitar e copiar alguns amigos no esclarecimento desta que é uma pergunta freqüente, os chamados “medicamentos bãopatudo”, que aparecem por aí. Tenha sempre em mente,como fundamento para tua medicina, o termo INDIVÍDUO, cujo significado é : INDIVISO, um ser INDIVISÍVEL com características PRÓPRIAS. Partindo deste princípio, concluimos: - NÃO existe substância alguma que dará o mesmo resultado para todos. Óbvio, para qualquer coisa atuar, o INDIVÍDUO tem que reagir, e cada qual o fará a sua maneira.
- Se cada um reage a sua maneira, não existe NADA que resolverá o problema de todos (resolve apenas o de quem vende, rsrsrs)
- Baseado na individualidade, algo que possa fazer bem para um, pode até matar outro, novamemte, cada qual reage a sua maneira.
- Ao medicar pensando apenas em uma PARTE do INDIVISO, corremos o risco da parte ficar boa mas o INDIVÍDUO ficar ruim.
- Não caia na ingenuidade de pensar que algo natural não possar te fazer mal, afinal, existem plantas tóxicas que podem até matar.
- Após 30 anos de clínica posso te garantir que pelo menos a cada 6 meses você saberá de algo maravilho, surpreendente, que vai curar, emagrecer, te deixar maravilhosa e até te dar a melhor qualidade de vida, a um precinho....
Importante perceber o quanto se dá crédito aos medicamentos e o quanto tenta-se desvalorizar a capacidade de reequilíbrio do organismo, há trabalhos que demonstram que mesmo que vc se submeta a procedimentos cirúrgicos, tratamentos medicamentosos, sem mudar o estilo de vida, o prognóstico não é melhor do que aquele que não se submete as interveções porém muda sua racionalidade frente a vida. Mais um coisinha, com este jeito fragmentado (especialidades) do INDIVISO, perdemos a noção do sistema e não conseguimos mais perceber uma regra observada pelas terapias que ainda olham o indivíduo como um todo, o organismo se “organiza”, obedecendo um fluxo, na Medicina Tradicional Chinesa fala-se em linhas de força, que vem de cima para baixo, de dentro para fora, curiosamente na Homeopatia temos uma regra de observação onde percebemos que o paciente vai para um prognóstico positivo quando ele troca processos mentais, por físicos, depois, quando ele troca de orgão de maior importância para orgãos de menor importância e como na medicina Chinesa, de dentro para fora. Portanto quando observamos alguém que “curado” de algo na pele e após algum tempo apareceu com algo pulmonar ou intestinal, não entendemos isso como “cura”, mas como uma mudança de orgão de choque, ou seja, agravamos o paciente, resolveu na especialidade mas comprometeu o sistema. Lamentável equívoco, esse paciente apenas esta mais doente. Minha querida, tenha estas considerações em mente, para com vc e com teus futuros pacientes, tenho certeza que assim vc praticará uma excelente medicina, jamais esquecendo que a observação, e o bom senso são os melhores instrumentos que a verdadeira medicina dispõe. Bjs. Mario Ferrara Jr. Blog: www.marioferrara.zip.net Skype:marioferrara_hospitalita Msn: marioferrara@hospitalita.com.br Consultórios: End.: Av Divino Salvador 687 - Moema – São Paulo . Rua Prof. Santiago Dantas -225 - Real Parque- S.P Tel: (011) 2628-7787 / (011) 5051-4666 / (011) 5051-8187 Cel: (011) 7206-9624 Dificulte a disseminação de vírus, spams e banners. Apague sempre os nomes e endereços antes de reenviar. Encaminhe como copia oculta ( Cco ou Bcc ) aos seus destinatários.
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 22h45
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Indústria farmacêutica fora de controle??
A indústria farmacêutica está fora de controle? “Construímos um sistema médico em que o ato de enganar não é apenas tolerado, mas recompensado”, a afirmação é de Carl Elliot, professor de Bioética e Filosofia na Universidade de Minnesota e autor do livro White Coat, Black Hat - Adventures on the Dark Side of Medicine – em português: Jaleco branco, chapéu preto: aventuras no lado negro da medicina. O livro de Elliot se junta a uma série de obras que, nos últimos cinco anos, vem revelando que a indústria farmacêutica escapou de todo o controle e que tem influência sobre a formação, a pesquisa e os médicos. Confira o que o médico e escritor disse em uma entrevista recente e responda você mesmo a pergunta do título! http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/noticia42.asp
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 20h04
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denuncia sobre fitoterapia na Rede Globo.
Polêmica gerada pela rede Globo, no quadro sobre fitoterapia, com Dr. Drauzio Varella. Muitos pacientes e amigos tem me questionado sobre o quadro do Dr. Drauzio Varella no programa Fantástico, quando este faz um alerta sobre os perigos da fitoterapia. Muitos entendem que existe um exagero no tema, com interesses escusos da indústria farmacêutica. Quero deixar claro que na minha opinião, o alerta é importantíssimo e extremamente necessário. A leviandade com que se trata o tema saúde é incrível, e além disso, não é porque é natural que não possa ser fatal. A enorme quantidade de substâncias que são anunciadas, vendidas e até prescritas por profissionais das diversas areas da saúde sob o escudo de "naturais e ou complemento alimentar" é um absurdo. Mais lamentável ainda é o que vem acontecendo com a divulgação de técnicas terapêuticas consagradas, como por exemplo a Medicina Tradicional Chinesa, que tem se resumido a um mero "espetar de agulhas" ou com a secular Homeopatia Clássica que vem sendo deturpada por pessoas levianas e por médicos sem escrúpulos que se limitam até a prescrever preparações comerciais ditas homeopáticas, descaracterizando e denegrindo uma medicina com bases sólidas e que apesar de todos os pesares continua resistindo aos ataques através do tempo. Não bastasse a dificuldade de se estudar um sistema tão complexo e pouco conhecido como é o ser humano, levando-nos ao artifício de estudá-lo por partes (especialidades), o que por um lado nos permite grande aprendizado e resoluções de muita valia, acaba por gerar uma quebra na visão total do individuo(ser indiviso, indivisível com características próprias). Esta fragmentação, embora gere bons resultados parciais, muitas vezes compromete o sistema como um todo, criando uma ciranda de especialistas sem conseguir equilibrar o indivíduo, o que acaba por decretar a chamada polifarmácia. Pacientes crônicos tomam em média cerca de 6 tipos diferentes de medicamentos, o que determina uma verdadeira loteria terapêutica, pois conscientemente não podemos afirmar o que uma mistura desse tipo pode gerar num ser único como somos. Gostaria muito que a Rede Globo continuasse com o quadro de denuncias, mas que fosse um pouco além do "para que serve" e discutisse o "para quem serve o medicamento que no indivíduo sadio produz... Explico: a grande confusão da medicina é fazer os teste em animais e em pessoas doentes e a partir daí tentar tirar conclusões de como isso funciona. A ação de uma droga no individuo já alterado por uma doença, não é a mesma que num indivíduo sadio. Ao estudar a ação de um droga em um indivíduo sadio, muitas vezes percebemos que a mesma tem a capacidade de produzir efeitos semelhantes à doença para a qual ela está indicada, ( similia, similibus curantur).O que pode parecer contraditório se explica através da lei da ação e reação, isso explica por exemplo o fato de encontrarmos nos efeitos colaterais de muitos medicamentos, sintomas semelhantes a indicação do mesmo. Quantos dos Srs. já não observaram que após a administração de um antitérmico o individuo transpira antes de baixar a temperatura, ou seja, muitas dessas drogas tem um efeito PIRÉTICO e não antitérmico.É fato que na grande maioria dos casos ela atinge seu objetivo porém nas pessoas em que esta resposta não ocorre, levando a uma piora do caso, ficamos sem entender ou simplesmente achamos que o indivíduo não reagiu ao medicamento, raramente se atribui a piora ao medicamento e só a partir daí falamos na individualidade. Não é de se admirar que ao estudarmos farmacologia percebemos que a imensa maioria das ações medicamentosas são mera teoria e não afirmações assertivas.
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 11h57
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Gripe Suina / H1N1 e Homeopatia
Gripe suina, (H1N1) e Homeopatia. Tenho recebido alguns emails indicando certos medicamento "homeopáticos", tanto para prevenção como para o tratamento da H1N1 (gripe suina). Quero deixar claro que até o momento (08/08/09), a Associação Paulista de Homeopatia não tem definido um medicamento que possa fazer a prevenção desta epidemia. Para que isso possa ser feito a Associação, através de seus membros, tem estudado a epidemia para definir a melhor estratégia para enfrentar esse momento. Quanto ao tratamento propriamente dito, a Homeopatia continua sendo uma terapêutica eficaz mesmo nesta epidemia se levarmos em consideração o princípio básico desta medicina, ou seja, "cada caso é um caso", e portanto é necessário a individualização do quadro para que se possa fazer uma prescrição adequada. Desta forma não recomendo fórmulas pré-estabelecidas nem a auto-medicação.
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 12h33
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Índice
Índice - Promoção da doença (24/08/08-30/06/08)
- Microfisioterapia (15/06/08- 21/06/08)
- Endereços dos consultórios. (01/06/08- 07/06/08)
- Dengue,orientações de internet (30/03/08 -05/04/08)
- Nutrição Clinica Funcional. (24/02/08 - 01/03/08)
- Natação é (quase) sempre bom.(01/07/07 - 07/07/07)
- Emagrecimento e Homeopatia. (03/06/07 - 09/06/07)
- Menopausa e Homeopatia. (27/05/07 - 02/06/07)
- Farmácias de Homeopatia. (27/05/07 - 02/06/07) e (20/05/07 - 26/05/07)
- Yoga. Quando não praticar ? (20/05/07 - 26/05/07)
- Cirurgia e Arnica / Drenagem Linfática / Receita da Jovialidade. (06/05/07 - 12/05/07)
- Despertador. (29/04/07 - 05/05/07)
- Algumas indicações medicamentosas. (25/03/07 - 31/03/07)
- Dúvidas mais frequentes. (25/03/07 - 31/03/07)
- Orientações para o tratamento. (25/03/07 - 31/03/07)
- Quanto aos medicamentos. (18/03/07 - 24/03/07)
- Preparações e cuidados com os medicamentos. (18/03/07 - 24/03/07)
- História e conceito da Homeopatia. (18/03/07 - 24/03/07)
- Lei de Cura. (18/03/07 - 24/03/07)
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 16h08
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Um texto para refletir / Promoção da doença
promoção da doença Além de fazer publicidade de medicamentos, laboratórios promovem os transtornos para os quais são indicados
Jornal da Ciência – SBPC G. Casino escreve de Barcelona para “El Pais”, de Madri
Transformar problemas e contingências comuns da vida, como o envelhecimento, a timidez, a menopausa, a tristeza ou a solidão, em doenças que podem ser tratadas com medicamentos é uma das argúcias utilizadas pela indústria farmacêutica para vender melhor seus produtos. Mas não é a única. Além disso, algumas doenças leves se fazem passar por graves, as estatísticas de prevalência (número de casos) são infladas, transforma-se um fator de risco em doença... E tudo isso muitas vezes de forma combinada, com o apoio de médicos líderes de opinião e a utilização dos meios de comunicação em campanhas dirigidas tanto a médicos quanto a consumidores.
Esse fenômeno, em pleno auge, foi batizado na literatura anglo-saxã de "disease mongering", que poderia ser traduzido como "promoção de doenças". Essa tática "transforma em doentes os saudáveis, desperdiça recursos preciosos e causa sofrimento iatrogênico [causada pelos médicos e os remédios]", resumem o jornalista Ray Moynihan e o farmacologista David Henry, ambos da Universidade de Newcastle (Austrália), no último número da revista "PLoS Medicine", que inclui uma série de trabalhos sobre "disease mongering".
Os defensores dessa prática comercial argumentam que as companhias farmacêuticas se limitam a oferecer informação ao consumidor e que se depois o remédio é receitado ou não é um assunto que cabe ao médico e ao paciente. Mas muitos médicos estão preocupados porque a saúde se assemelha cada vez mais a um bem de consumo. Às vezes os pacientes parecem clientes informados que buscam satisfazer uma necessidade de saúde criada pela indústria farmacêutica, assim como a automobilística criou, por exemplo, a necessidade dos veículos todo-terreno. "Dir-se-ia que, como os personagens de Pirandello que buscam um autor, alguns remédios estão em busca de aplicação, e a encontram em processos que têm mais a ver com o simples fato de viver do que com doenças verdadeiras", afirma o médico de família Pablo Alonso Coello, do Centro Cochrane Ibero-americano, em Barcelona. "Existem campanhas dirigidas a consumidores e médicos que preconizam que a solução para esses problemas está na farmacopéia, e não nos próprios recursos da pessoa."
Um assunto crucial, como indica esse médico, é que as doenças começam a ser definidas pelas empresas: "A construção social e científica da doença está sendo substituída pela construção por parte das corporações". O especialista em "disease mongering" Ray Moynihan, que participou da organização este mês de um primeiro congresso médico sobre o tema, sugere que é necessário começar a estudar mais a fundo o fenômeno e a desenvolver estratégias e metodologias que gerem dados sobre seu verdadeiro impacto. Um dos exemplos mais conhecidos é a medicalização da sexualidade humana e seus problemas.
A história do sildenafilo (Viagra) é a da transformação com êxito de um medicamento em produto de consumo: um remédio eficaz e seguro para tratar a impotência, mas que também pode ser utilizado por uma população mais ampla. Seu lançamento comercial foi precedido de uma intensa cobertura na mídia sobre a disfunção erétil, alertas sobre sua enorme prevalência, os problemas que causa aos afetados e as boas expectativas dos tratamentos. A posterior "criação e promoção da disfunção sexual feminina é um caso típico de promoção de doenças por parte da indústria farmacêutica e outros agentes medicalizadores", afirma Leonore Tiefer, professora de psiquiatria na Faculdade de Medicina de Nova York. Na série de artigos publicados em "PLoS Medicine", alerta-se que a indústria farmacêutica está se infiltrando nas escolas (por exemplo, informando os professores sobre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade); coloniza a Internet com páginas que informam ao consumidor enquanto promovem certas doenças; cria e financia associações de pacientes para que se familiarizarem com seus tratamentos e os solicitem; utiliza os meios de comunicação para que as pessoas se sintam doentes (exemplo: a síndrome das pernas inquietas) e está transformando os pacientes em consumidores, assim desgastando o papel do médico como especialista. A promoção de doenças é um fenômeno que ainda está em fase de maturação, segundo Moynihan, que participará do congresso anual da Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária, de 15 a 18 de novembro deste ano em Valência. E está convencido de que as coisas não mudarão de forma apreciável enquanto os responsáveis políticos não tomarem consciência do problema e compreenderem os possíveis benefícios de freá-lo.
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 11h48
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Microfisioterapia
Conceito de Microfisioterapia
O corpo humano - como qualquer organismo vivo - é capaz de se adaptar, de se defender e de se corrigir após a ocorrência de eventos agressores, sejam eles traumáticos, emocionais, tóxicos, virais, microbianos ou ambientais.
Quando a agressão é maior do que as possibilidades de defesa do organismo, este vai formar uma “cicatriz” patogênica, que irá debilitar a vitalidade de seu tecido formador, gerando, assim, uma “memorização” da agressão. O organismo agredido pode tanto ser um órgão, um tecido sanguíneo, um tecido nervoso ou mesmo músculo-esquelético.
Definição
A microfisioterapia é uma técnica manual capaz de identificar tecidos que perderam sua vitalidade normal após eventos agressores que não foram suportados pelas defesas naturais do corpo.
Originou-se na França na década de 1980 pelos fisioterapeutas Patrice Bénine e Daniel Grosjean, com base em conhecimentos de embriologia e com técnicas específicas de micropalpação – bases da microfisioterapia -, o fisioterapeuta é capaz de encontrar o tecido lesado no paciente, identificar a data que ocorreu o incidente que desencadeou essa “cicatriz” e, através de pequenos movimentos palpatórios, conseguir enviar informações para o corpo que induzem a sua auto-cura, inibindo a degradação dos tecidos e restaurando suas funções.
A microfisioterapia é, assim, uma técnica complementar que visa encontrar o fator primário que desencadeou os sintomas do paciente, podendo atuar tanto de forma corretiva como preventiva, não se opondo à medicina de urgência ou mesmo a outras técnicas fisioterapêuticas. A microfisioterapia, conjugada a outras técnicas, contribui para um resultado mais rápido e eficaz.
Recomendações e Reações
O processo de auto-cura através da microfisioterapia pode provocar reações físicas e/ou emocionais que devem desaparecer em dias ou semanas após o seu início. Também é esperada a acumulação de toxinas no organismo como parte deste processo. Assim, recomenda-se que durante os três primeiros dias após receber uma sessão de microfisioterapia, o paciente beba de um litro de água a mais do que toma habitualmente, para dar condições ao seu organismo de eliminar tais toxinas.
Este texto foi escrito por uma das pioneiras desta terapêutica no Brasil, Dra Marcia R.Mariani Gomes, que vem me ajudando e complementando nosso trabalho com sua técnica, dentro da mesma visão da dinamica Homeopática, para os interessados Dra Marcia tem seu consultóriono Itaim BiBi, Rua Tabapuã 821, 4º andar cj. 41. tel.:(011) 3073-0431 / 91549333.
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 22h27
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Endereços dos consultórios
Gostaria de informar que além do consultório da Av.Divino Salvador nº 687 em Moema, passo a atender também em consultório no Real Parque, Rua Santiago Dantas 225. Para marcar consultas continuamos com os mesmos telefones, ou seja: (011) 2628-7787 / (011) 5051-4666 / (011) 5051-8187
Escrito por Mario Ferrara Jr. CRM 35.956 às 12h16
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Nutrição Clinica Funcional
Que seu alimento se torne seu medicamento e que seu medicamento seja o seu alimento.
Hipócrates, 460- 377 a C.
Há muito me preocupo com a alimentação segundo a ótica da indívidualidade, e após algumas experiências muito interessantes e eficazes, deixo aqui o registro do princípios desta nova racionalidade na nutrição, muito bem explanado por duas grandes especialistas no tema:
Dra. Ana Beatriz Baptistella Leme da Fonseca (CRN3 – 9674)
Dra. Lenita Salgado (CRN3 – 2323)
Nutricionistas com especialização em Nutrição Clínica Funcional
A Nutrição Clínica Funcional é uma ciência que se baseia em cinco princípios básicos, a saber:
* Individualidade Bioquímica: representa os fatores genéticos individuais, que irão influenciar o metabolismo, as necessidades nutricionais e, consequentemente, o estado de saúde e/ou doença. Cada indivíduo é um ser único, com características e necessidades específicas, que devem ser consideradas no momento em que se realiza um planejamento alimentar.
* Tratamento centrado no paciente, já que o indivíduo é considerado como um conjunto de órgãos e sistemas, que se comunicam entre si e que funcionam em sinergia. Ainda, é importante considerar que o organismo pode sofrer influência de diversos fatores como ambientais, emocionais, sócio-culturais, genéticos, além de hábitos alimentares, história individual de patologias pregressas e uso de medicamentos, hábitos de vida e atividade física.
* Equilíbrio nutricional e Biodisponibilidade de nutrientes: é importante que os nutrientes sejam fornecidos em quantidades e relações equilibradas, para que possam exercer adequadamente sua função de nutrir as células, já que agem em conjunto e um depende do outro para que a sua ação seja efetiva. Ainda, é importante que os nutrientes sejam fornecidos em uma forma química que pode ser facilmente utilizada pelo organismo e que não exerça nenhum efeito deletério e/ou competitivo com outros nutrientes.
* Saúde como Vitalidade Positiva, buscando o equilíbrio físico, mental e emocional, por meio de uma alimentação equilibrada e individualizada.
* Interconexões em teia de fatores fisiológicos, considerando-se os fatores internos e externos (poluição ambiental, o estresse, a exposição regular a metais tóxicos) e suas influências sobre o organismo. Ainda, todos os processos bioquímicos endógenos estão inter-relacionados e dependem entre si.
A Nutrição Clínica Funcional tem como objetivo promover a adequada nutrição celular, de forma que a célula possa funcionar adequadamente, permitindo que os órgãos e sistemas trabalhem com o único objetivo de manter o equilíbrio endógeno e, consequentemente, a saúde. Para tanto, é importante que cada indivíduo seja minuciosamente analisado para que se possa identificar suas necessidades individuais específicas. Ainda, é importante considerar algumas características individuais que possam aumentar o risco de desenvolvimento de doenças, bem como fatores que podem alterar o adequado funcionamento celular.
Muitas doenças surgem em decorrência do desencadeamento de processos alérgicos provenientes de substâncias sensibilizantes contidas em alguns alimentos. Identificar patologias provenientes desses alimentos ou hábitos incorretos é função da nutrição funcional, onde a ferramenta de trabalho é o próprio alimento. A amplitude da atuação profissional do nutricionista vai até a demonstração da terapêutica nutricional adequada em conjunto com a retomada de consciência do indivíduo para obtenção plena da saúde e bem-estar. Essa atuação é ampla e dinâmica porque trata cada organismo individualmente, respeitando suas características, peculiaridades, aspectos sociais e culturais.
Os profissionais que atuam na área de Nutrição Clínica Funcional, buscam conhecer e entender os processos básicos de manutenção da saúde, para que possam entender o processo de doenças e suas causas, e propor terapias nutricionais que possam contribuir com o restabelecimento do equilíbrio orgânico e da saúde.
Considerando-se a Teia da Nutrição Funcional, alguns processos orgânicos básicos merecem atenção especial durante o atendimento como Nutricionista com especialização em Clínica Funcional:
1. Déficits Nutricionais
2. Alteração no sistema imunológico e disfunção inflamatória
3. Nível de Estresse Oxidativo e Metabolismo Energético
4. Desequilíbrio Gastrintestinal
5. Disfunções Neuroendócrinas
6. Toxicidade Crônica / Distúrbios na Destoxificação
7. Interações Corpo-mente
8. Desequilíbrio Estrutural
Segundo Dan Lukaczer, a Nutrição Clínica Funcional é “uma nutrição científica e integrativa que trata doenças e promove o bem-estar, focalizando na avaliação de aspectos bioquimicamente únicos de cada paciente, e aí aplica intervenções individualizadas para restaurar o balanço fisiológico psicológico e estrutural”
PS.: As Dras. Ana Beatriz e Lenita, estão atendendo em meu consultório. Tel.:(011) 2628-7787 / (011) 5051-4666 / 5051-8187.
Escrito por Mario Ferrara Jr. às 12h13
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Natação é (quase) sempre bom
Natação é (quase) sempre bom
Todo mundo já cansou de ouvir: natação é um esporte completo. Ou o mais completo. Os benefícios da prática de natação são muito conhecidos e, em geral, verdadeiros. Mas não é um esporte sem nenhuma “contra-indicação”, como às vezes se pensa. Não se deve nadar com otite, como todo mundo sabe e alergia ao cloro pode ser um problema. Mas há outras considerações menos óbvias a se fazer.
Apesar de ser um esporte sem impacto e que trabalha praticamente toda a musculatura do corpo, o desenvolvimento que promove costuma não ser tão harmônico quanto se pensa. A postura de “peito fechado”, com os ombros girados à frente, típica de nadadores e causada por um fortalecimento desproporcional da musculatura anterior costuma causar problemas nos ombros. O alongamento dessa musculatura não é fácil (a tendência é compensar com a elevação das costelas) e eu recomendo a todo nadador ao menos uma consulta com um bom fisioterapeuta, de preferência especialista em RPG. O mesmo profissional pode ajudar a combater o encurtamento da musculatura posterior das pernas (especialmente panturrilha).
Pessoas com problema de coluna precisam cuidado especial com as viradas. Considero a virada olímpica (cambalhota) contra indicada para quem tem problemas na região lombar e mesmo a virada simples deve ser feita com cuidado. E aqui, como sempre, vale o conselho: ouça seu corpo! Nunca treine (natação ou outros esportes) sob efeito de antiinflamatórios ou qualquer analgésico, pois a dor é um ótimo indicador dos exercícios ou movimentos que você não deve fazer.
Por fim, a natação é contra-indicada para quem não gosta de nadar. Não é brincadeira. Vejo pais obrigando crianças que detestam natação a freqüentes seções de tortura. Afinal natação é um esporte completo e só pode fazer bem para seus filhos... Eu acho que nesses casos faz mal. Há muitos esportes para os pequenos experimentarem e provavelmente de algum eles irão gostar. Inclusive experimentar várias modalidades pode ser altamente salutar e enriquecedor para as crianças, inclusive sob o ponto de vista do desenvolvimento motor e das habilidades sociais (nesse último quesito a natação é um esporte fraco...). A única ressalva que acho que cabe aqui é a insistência até que a criança seja capaz de “se virar” na água, ou seja, até que saiba nadar para não morrer afogada. A preocupação de que a criança “sobreviva” na água se justifica, principalmente (mas não exclusivamente) para quem tem piscina em casa.
Este texto é de Ana Mesquita, recordista latino-americana de travessia a nado do Canal da Mancha, Educadora Física pela USP e brilhante fotógrafa profissional, aproveite e visite o site, www.anames.com.br
Escrito por Mario Ferrara Jr. às 22h43
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Escrito por marioferrara às 00h09
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Emagrecimento e Homeopatia
Emagrecimento e Homeopatia
Se você acredita que pode emagrecer apenas com alguma fórmula inovadora medicamentosa, seja ela sintética, natural ou de qualquer outra natureza sem conseqüências, sem efeito sanfona, vá em frente, fico a tua espera.
Desde garoto acompanho "regimes", pois cresci vendo uma mulher bonita e vaidosa, tentando manter sua forma, minha mãe. Naquela época praticamente só se falava em fórmulas (estou me referindo às décadas de 60 e 70), e após cada inovador tratamento para emagrecer, que tinha efeito de 10 meses a 1 ano, lá estava ela de novo desconfortável com seu peso.
Após várias tentativas foi percebendo que além de não conseguir manter-se no peso que havia conseguido, com o tempo aumentava de um a dois kilos acima do peso de antes do último regime , e sua saúde sempre acabava com algumas ranhuras após cada tentativa. Entendeu então que esse não era o caminho. Foi aí que naquele tempo chegou em São Paulo o Vigilante do Peso, precursores de uma visão mais inteligente, onde ensina-se a comer e tentar mudar hábitos. Seguiu por esta linha de raciocínio e melhorou muito sua qualidade de vida.
Acompanho, portanto, essas fórmulas e estratégias alimentares há mais de 40 anos, some-se a esta experiência 27 anos de clínica.ão vejo como manter o equilíbrio possível, entre saúde, medidas e peso sem mudança no estilo de vida, o que vai exigir de você MUITO ESFORÇO e MUITO QUERER. Com uma orientação nutricional profissional adequada, uma atividade física monitorada (pelo menos até que se adquira o hábito), aí sim podemos com o auxílio com a terapêutica homeopática atingir mais rápida e eficazmente esse objetivo, uma vez que o tratamento homeopático atua estimulando o equilíbrio físico e emocional do indivíduo, condição fundamental para esse fim.
Escrito por marioferrara às 23h05
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Escrito por marioferrara às 20h28
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Menopausa e Homeopatia
Menopausa e Homeopatia
Em primeiro lugar é necessário relembrar que menopausa é uma fase de transformação da mulher, assim como foi a puberdade e a menarca (primeira menstruação), algum tempo atrás. Como naquela fase, algumas modificações podem ocorrer, e se puxarem um pouco pela memória, muitas mulheres irão perceber que não foi uma fase tão fácil de ser ultrapassada, algumas se recordarão que foi exatamente neste momento em que seu corpo ia se transformando, que seu temperamento foi alterando, muitas vezes apresentando desconforto e insegurança, além da ocorrência de certas doenças.
Pois bem, da mesma forma, a menopausa deve ser observada com critério, pois é um momento delicado. O que acontece é que nestas fases de transformação o indivíduo fica sujeito a desenvolver suas tendências, e algumas pessoas irão precisar de mais cuidados que outras, não pela menopausa em si, mas por características INDIVIDUAIS que poderão ser afloradas neste período.
Mas temos também o outro lado desta situação, onde parte deste grupo acaba por sentir-se muitíssimo bem com o fim dos períodos de menstruação, ocorrendo uma verdadeira libertação física, emocional e, até mesmo o fim de certos males, como enxaqueca, insônia, processos gastro-intestinais e outros.
Desta forma, encontramos na Homeopatia uma grande aliada pois como vimos, o processo é individual, e é aqui o domínio maior desta medicina que visa não a doença, mas o indivíduo e suas tendências através do princípio da semelhança, como já explicado neste blog.
Com relação à reposição hormonal, tenho a dizer que não se repõe aquilo que naturalmente não é para se ter. A natureza só torna fértil um organismo que já está preparado para sustentar o desenvolver de uma vida em seu interior, pois se o fizesse antes, certamente colocaria este organismo em rissco a mãe e, obviamente esta criança não teria chances. Por volta dos 45 a 55 anos a mulher encerra sua vida fertil. Não estaria novamente a natureza preservando a mulher?
Alguns trabalhos demonstram que gestações não naturais, em mulheres com mais de 50 anos, apresentam 2 vezes mais pré-eclâmpsia ( quadro de alto risco) e diabetes, com relação a gestação em mulheres jovens. Isto sem falar nas possíveis consequências a médio e longo prazo.
Para finalizar, em trabalho apresentado no 7° Congresso Internacional de Homeopatia em Buenos Aires, Argentina, com o nome de "Estudo da Efetividade do Tratamento Homeopático de Mulheres portadoras da Síndrome do Climatério tratadas no Ambulatório de Ginecologia da Unidade de Homeopatia do Servidor Público Municipal em São Paulo, Brasil", mostrou que o tratamento homeopático apresentou resposta benéfica em 89% das pacientes estudadas com idade entre 42 e 61 anos. Além disso demonstrou-se mais barato que o tratamento hormonal, além de ser isento de efeitos colaterais.
Escrito por marioferrara às 09h10
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